Deus: Senhor ou amuleto?

amuleto

O Senhor é Deus. Por isso, não pode ser “usado” como um amuleto para nos trazer sorte. Os exércitos de Israel, seus sacerdotes corruptos e todo o povo, quiseram usar a arca da aliança como um amuleto da sorte para que vencessem os filisteus. Não tiveram o resultado que esperavam. Foram vencidos. Seus soldados e sacerdotes foram mortos, e a arca foi tomada pelos inimigos. Vergonha e dor vieram como consequência por não colocarem Deus no lugar que lhe era devido. Ele é o Senhor!

A arca era um símbolo da aliança e presença de Deus no meio do seu povo, Israel. Dentro dela, haviam memoriais dessa aliança: as tábuas da lei que foram dadas a Moisés, escritas pelo próprio Deus, a vara de Aarão que floresceu mostrando que o Senhor o havia estabelecido como líder sobre a nação depois de Moisés e o maná – pão de Deus que desceu do céu por 40 anos para alimentar o povo no deserto. Esses símbolos mostravam que Israel não viveria influenciado pela cultura de outros povos. Teria uma cultura própria dada pelo seu Deus. Seu jeito de agir e de pensar seria regido pela aliança feita com Deus. Não adorariam à aqueles que as outras culturas chamavam de “deuses”, não teriam com Deus um relacionamento similar ao que esses povos tinham com o que consideravam divindades. Eles criavam e manipulavam seus ídolos com oferendas para alcançar seus objetivos. Idealizavam deuses de acordo com a própria vontade.

Mas com Israel não seria assim. Ninguém poderia idealizar aquele que sempre existiu, que independe da imaginação e da fé humana. Seria impossível manipular o único Deus verdadeiro Todo Poderoso, que criou os céus e a Terra e tudo o que neles há. O Senhor é Deus, e ele não seria tratado como os ídolos de outras nações. Ele queria ter um relacionamento, uma aliança eterna com seu povo.

Assim como Israel, muitos nos nossos dias buscam a Deus apenas como um amuleto em momentos difíceis. Como um alívio momentâneo para uma vida sem uma aliança verdadeira com Ele. Vão à igreja por causa da boa música, bons cantores, bons pregadores, ou até mesmo porque “se sentem bem” naquele ambiente. Mudam de igreja, mas não mudam de vida. Apenas trocam um “guru” por outro.

Outros, acham que ter dons e ministérios reconhecidos é o suficiente para fazê-los ser aprovados diante de Deus. Desprezam a graça e no seu secreto, vivem apenas satisfazendo sua própria carne, por isso, calam o Espírito Santo. Não conseguem mais ouvir a voz do Senhor por causa de suas mentes cauterizadas pelo pecado. Se apegam a fórmulas prontas para atrair as pessoas, fazem para si “cisternas furadas” em vez de se humilharem e voltarem ao Senhor.

Para os filhos de Eli nada restou senão o juízo de Deus, pois não houve neles arrependimento. A nova aliança em Jesus nos traz um privilégio imenso: nos tornamos habitação do Espírito de Deus, temos livre acesso à presença dele, por isso, podemos ter um relacionamento constante com ele. Se confessamos nosso pecado a Deus e nos voltamos novamente para Ele, somos perdoados e lavados de toda injustiça. O arrependimento é algo natural na vida de quem verdadeiramente conhece a Jesus.

Talvez você tenha apenas preservado uma bela fachada, tendo, porém, o seu interior deteriorado. Talvez você não seja aquilo que transparece para as pessoas. Deus conhece nosso interior e, com certeza, vê além das aparências.

Talvez longe dos holofotes e plataformas (seja qual for o grau de influência ministerial) você já tenha ido para muito longe de Jesus. Tão longe que a presença dele já não pode mais ser sentida por você e em você. Você preservou a multidão à sua volta por meio do seu entretenimento, mas não preservou a presença de Deus pelo constante quebrantamento e real arrependimento.

Não importa o quão longe você foi, hoje é tempo de voltar ao primeiro amor. Hoje é dia de arrependimento. Nenhum dinheiro, influência ou fama vale tanto quanto a sua alma. Deus ainda quer se relacionar com você!

“Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração […]” (Hebreus 3.7-8).

:: Nívea Soares

COMENTÁRIOS